Estou fodido novamente. Eu não deveria insistir no erro assim, devia te esquecer, definitivamente. Mas, continuo pensando em você… Ninguém pode saber. Esse tem que ser o meu segredo. Eu disse que te esqueceria, não disse? Todos acham que já esqueci, eu também achava, mas ai você aparece com esse sorriso […] E… me diz? Por que porra de motivo você tem que aparecer sem mais nem menos pra foder com minha vida de novo? Eu estava bem sem você, consigo viver bem com você bem longe. Mas droga, é só você estar perto que não consigo comandar meus atos. Odeio esse efeito que causa em mim, você tem mais controle da minha vida do que eu. É como se eu fosse dependente de uma droga; você é uma droga. Com certeza, é uma das piores drogas que existe. Que causam uma dependência filha da puta. E depois te forçam uma abstinência, pelo fato de ser impossível ter sempre que desejas. Quero dizer, você chega, faz a bagunça e some. Sim, essa droga é do tipo que só fode com a vida; com a minha vida. (Bruna | suicidiodeamor)
P.O.V Alicia.
Cheguei à cafeteria, sentei em uma pequena mesinha, peguei meu caderno e comecei a escrever. “Como pode o coração querer mandar em tudo? Tantas vezes quebrado, e mesmo assim ainda acha forças para bater, isso é fora do normal.” Pedi meu café, e retornei ao meu texto. Tentei segurar minhas lagrimas e gritei para mim mesmo “volta para dentro suas tolas.” Consegui controlar o choro. Não queria demonstrar tristeza ou qualquer sentimento em publico, eles me olhavam como se fosse uma louca. E talvez, eu fosse uma mesmo. Prossegui com o texto. “Vai, se iluda novamente, sua tola. Vá corra atrás, ele ainda te decepcionará como da ultima vez, ele sempre faz isso. Vá coração tolo, bata com todas as forças que ainda te resta, sorria para cada inútil palavra que ele fala.” Meus pensamentos estavam longe, quando olhei para o relógio e percebi que horas eram. 17h50m. Paguei meu café, e me levantei correndo, apenas na expectativa de ele ainda estar lá. Havia tomado uma decisão. Talvez, a mais tola da minha vida. Peguei um taxi que havia ali, e corri até a pequena livraria na Rua Baker. Vi-o fechando as portas e surpreso olhar para mim, apenas sibilei com os lábios, formando uma pequena palavra, e um grande passo para minha vida “sim”. Já não tinha mais forças para ficar de pé, mas antes que eu caísse, ele veio me segurar, me abraçando, senti minhas pernas estremecerem e fiquei abraçada com ele.
P.O.V Tate.
Era uma quarta-feira e eu era o responsável por fechar a livraria, sempre fechava as 17h00, mas havia uma tola esperança de que ela apareceria. Sim, eu acreditava nisso. Passei a tarde toda pensando em como seria se ela viesse, criei bilhões de possíveis diálogos entre nós. Olhei pro relógio 17h43, resolvi acordar de meus sonhos quase impossíveis e fechar a livraria, já havia passado da hora, mas uma senhora atrapalhou, ficou perguntando várias coisas sobre alguns livros qualquer, quando ela finalmente foi embora, era 18:06. Estava fechando a porta, quando de longe vi Alicia, bem ali, apenas há alguns metros de distância, me olhando um tanto nervosa, e sussurrando um “sim”. — Incrível como todos os diálogos que treinei o dia todo sumiram, eu não sabia o que dizer, nem sabia se era real ou era apenas minha imaginação. —Vi que ela estava tremula, segurei-a pela cintura, sim era real, ela estava em meus braços, eu podia chama-lá de minha novamente. Ficamos se abraçando, matando a saudade que estávamos um do outro.
— Estou aqui.
Abracei-a mais forte.
— Sim, está aqui em meus braços.
— Eu senti saudades.
— Eu não estava acreditando que você viria…
— Eu não devia vir, você sempre chega, bagunça minha vida e logo depois vai embora.
Silêncio.
— Mas… eu gosto da nossa bagunça.
Abracei-a e a beijei. Finalmente ela estava em meus braços.
(suicidiodeamor) ft (sociedadedehipocrisia) — Parte 3